
Universidades do Alto Tietê se preparam para retomada presencial
O governo do estado autorizou o retorno das aulas práticas nas universidades, caso o Alto Tietê fique por 14 dias na fase amarela do Plano SP. Enquanto isso, as universidades estão se preparando para a retomada. Até lá, os alunos continuam estudando de casa.
Desde março, as aulas passaram a ser à distancia, pela tela do computador ou celular. Desde então, há quase 100 dias, Marco Ferreira utiliza a escrivaninha para abrigar os livros, computador e tablet, necessários para continuar o segundo ano do curso de medicina neste período de pandemia.
Em casa, ele estuda das 7h às 17h e ainda faz intensivo de algumas matérias. Apesar de ter se adaptado, o estudante sente falta das aulas práticas e de laboratórios, tão importantes para o curso.
“A plataforma que nós utilizamos para este semestre on-line se tornou uma ferramenta bastante útil. Mas a prática é uma das principais coisas que se tem no curso de medicina, desde o primeiro ano. E neste semestre, desde que nós entramos, não tivemos quase nenhuma, porque logo que iria começar o período de atividades práticas acabou estourando a pandemia. Acabou fazendo bastante falta”, diz o estudante.
Para que as aulas voltem, além das duas semanas na fase amarela que o Alto Tietê precisa registrar, é preciso seguir algumas regras e, também, respeitar a presença máxima de até 35% do número de alunos matriculados.
Reitores de duas universidades da região veem a volta das aulas práticas com bons olhos e alívio.
Claudio Brito, reitor da Universidade de Mogi das Cruzes, diz que a unidade já mantém um protocolo de retomada das atividades. “Nós temos procedimentos de entrada, sala de aula. Internamente, os professores da áreas da saúde estão elaborando protocolos próprios e específicos de cada laboratório”, explica.
Já Elói Lago, retiro de Univeritas, em Itaquaquecetuba, diz que as entradas do campus serão monitoradas e os estudantes terão a temperatura aferida.
“Teremos cortina de desinfecção e dispenses de álcool em gel espalhados por toda a instituição. Além do cuidado pessoal com os alunos, nós redobramos o processo de limpeza, administrativo referente a sanitização das nossas áreas, principalmente onde a gente percebe que o contato é maior entre os alunos” detalhou.
Já para o estudante de medicina, essa volta ainda causa dúvidas e um certo medo. Só na sala de Marco Ferreira são 90 alunos.
“Como é um período muito de insegurança e nós não sabemos como será essa retomada, não só eu, mas como boa parte dos meus amigos, ainda se sente bastante inseguro para retornar, então achamos melhor continuar este período em EAD até o final do ano”, diz.
O campus da universidade, em Mogi das Cruzes, conta com mais de 8 mil alunos. A universidade pretende retornar com as atividades já no dia 27 de julho.
Já o retorno na universidade particular, com campus em Itaquaquecetuba, deve ser em agosto. A unidade, segundo o reitor, tem hoje 1,6 mil alunos.
