
Vice toma posse após prefeita de Ribeirão Grande renunciar ao cargo
A então vice-prefeita de Ribeirão Grande (SP), Rosenilda Aparecida da Silva Cruz (PT), assumiu o Executivo depois que Eliana dos Santos Silva (PSDB) renunciou ao cargo.
Rosenilda, que foi vereadora de 2013 a 2016, tomou posse durante uma sessão solene na Câmara Municipal, nesta quinta-feira (10).
“A gente quer fazer um levantamento da situação em que o município se encontra. Tenho conhecimento de partes, porque eu estava mais no setor de assistência social, mas vou tentar fazer um trabalho de participação popular”, diz Rosenilda.
1 de 2Rosenilda Aparecida da Silva Cruz (PT) tomou posse à prefeitura de Ribeirão Grande (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM
Rosenilda Aparecida da Silva Cruz (PT) tomou posse à prefeitura de Ribeirão Grande (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM
Eliana dos Santos Silva renunciou ao cargo depois da abertura de uma Comissão Processante que apura o pedido de cassação dela.
Eliana começou a ser investigada na Câmara em agosto de 2019, quando uma Comissão Parlamentar de Inquérito foi aberta para apurar duas condenações da prefeita.
O Tribunal de Justiça de São Paulo a condenou em primeira e segunda instâncias por irregularidades na licitação que comprou cestas básicas para funcionários públicos em 2012, ano em que ela também era prefeita na cidade.
De acordo com o TJ, o processo de licitação frustrou os princípios de competitividade e lisura, já que apenas duas empresas participaram da licitação e os donos das empresas eram casados. O TJ condenou Eliana a pagar quase R$ 50 mil.
2 de 2Eliana dos Santos Silva (PSDB) pediu renúncia do cargo na prefeitura de Ribeirão Grande (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM
Eliana dos Santos Silva (PSDB) pediu renúncia do cargo na prefeitura de Ribeirão Grande (SP) — Foto: Reprodução/TV TEM
Em outro caso, a prefeita já foi condenada em primeira instância. Segundo o Tribunal de Justiça, Eliana dos Santos causou um dano ao erário público de R$ 44 mil ao contratar também em 2012 uma empresa de assessoria jurídica.
A empresa foi contratada por mais de R$ 17 mil mensais, sendo que na mesma época prestou serviços para outras prefeituras da região por pouco mais de R$ 6 mil por mês.
Diante das informações, a Comissão Parlamentar de Inquérito concluiu que havia indícios de infração político-administrativa por parte da prefeita. Baseado no relatório, um cidadão fez uma denúncia contra a prefeita e pediu a cassação dela.
Segundo João Antônio do Amaral Ramires Filho, procurador da Câmara de Ribeirão Grande, com a renúncia, os trabalhos da comissão que apurava o pedido de cassação de Eliana devem ser encerrados.
O procurador explicou ainda que a ex-prefeita agora perde os direitos políticos por oito anos, de acordo com a Lei da Ficha Limpa.
A TV TEM procurou a ex-prefeita, mas ela preferiu não comentar sobre a saída da prefeitura. Na quinta-feira (10).
Veja mais notícias no G1 Itapetininga e Região
