1 de 1Feijão perde espaço para soja — Foto: Reprodução/TV TEM
Feijão perde espaço para soja — Foto: Reprodução/TV TEM
Na propriedade onde Silvio Okamoto é gerente, em Capão Bonito (SP), são 100 hectares plantados, que devem render 360 toneladas. Ele confere de perto a qualidade das plantas e torce para que tudo dê certo daqui pra frente.
No ano passado, a falta de uma área irrigada por pivôs inviabilizou o cultivo. A retomada agora é feita com menos intensidade. A área cultivada caiu 50% em relação a 2018. Daqui para frente, Silvio diz que é o mercado da soja que vai definir se o investimento em feijão vai continuar.
De acordo com a CONAB, quase 3 milhões de hectares devem ser plantados nesta safra em todo o país. A produção deve girar em torno de 3,4 milhões de toneladas, 4% a menos que no ano passado.
(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 06/09/2020)

Feijão perde espaço para soja
Desde 2017 a área plantada de feijão vem diminuindo na região de Itapetininga. O levantamento do Instituto de Economia Agrícola mostra que essa redução tem sido, em média, de 25% a cada ano.
Por outro lado, a área plantada com soja só cresce, passando de 2 mil para 60 mil hectares. O diretor da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural da Secretaria de Agricultura de Itapetininga, Luiz Carlos de Carvalho, lembra que a decisão do produtor é tomada muito em função do preço e a soja acaba oferecendo maior possibilidade de ganhos.
Leandro Egli também aderiu ao cultivo da soja, diminuindo pela metade a área plantada de feijão na fazenda que tem em Itapetininga. Ele explica que a soja acaba oferecendo menos riscos.
